A História do Diabetes

on sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Bom, todos nós estamos acostumados com o termo "diabetes" . Ultimamente até um outro nome meio estranho, "mellitus" resolveu entrar na parada, dando origem ao termo Diabetes Mellitus ou Diabete Melito. Mas, de onde surgiram esses termos? Quando a doença foi descoberta? Quem descobriu a doença?

Para responder a todas essas perguntas, vou colocar um texto, com referências (o tal do pesquisador gosta de uma referência) que reúne os principais aspectos da história da doença. Resolvi resumir um pouco o texto, pois, caso contrário, o post ficaria imenso.

" O Diabetes Mellitus (DM) compreende uma doença milenar que acompanha a humanidade até os dias de hoje. As primeiras referências datam aproximadamente do ano 1500 a.C., há mais de 3000 anos, registradas pelos antigos egípcios nos Papiros de Ebers. Nesses documentos foram descritos alguns medicamentos utilizados para tratar uma condição na qual ocorria uma eliminação excessiva de urina (poliúria). Nessa mesma época, os indianos relataram que a urina de alguns doentes apresentavam sabor adocicado, o que atraía insetos e moscas. Escritos de outras civilizações antigas (da Ásia Menor, China, Egito e Índia) também fazem referência a uma condição caracterizada por sede excessiva (polidipsia), perda de peso, infecções e eliminação de grande quantidade de urina adocicada" (Aita, 2002).

" A primeira descrição clínica sobre a doença foi realizada por volta do ano 1000 a.C., pelos gregos Celsus, Galen e Aretaeus da Capadócia. Apollonius de Memphis foi quem introduziu o termo Diabetes (do grego, dia = através. betes = passagem) para designar a doença, uma vez que a eliminação excessiva de água recordava-lhe a passagem de água através de um sifão. O adjetivo mellitus (do latim, mel) foi acrescentado por Cullen no século XVIII, em função do sabor adocicado da urina" (International Islet Registry - ITR, 2008).

" Em 1869 o cientista alemão Paul Langerhans, enquanto estudava a estrutura do pâncreas através do microscópio, descreveu a existência de estruturas celulares espalhadas pelo tecido exócrino, cujas formações anatômicas diferiam do resto do tecido pancreático. Essas estruturas formavam pequenas ilhas celulares espalhadas pelo tecido pancreático não apresentando, no entanto, comunicação direta com os ductos excretores. A função dessa pequena porção de células, mais tarde denominada "ilhotas de Langerhans", era desconhecida, mas Edouard Laguesse, posteriormente, sugeriu que tais células poderiam produzir algum tipo de secreção que participasse do processo de digestão" (Aita, 2002).

" Em 1893, Williams e Harsant realizaram a primeira tentativa de um transplante clínico em humanos após transplantar em um garoto diabético de 13 anos, com história de cetoacidose, fragmentos do pâncreas de uma ovelha. Os resultados apontaram uma melhora do quadro do paciente, com redução da concentração de glicose na urina. Entretanto, o garoto faleceu poucos dias depois." (Shapiro, 2002)

" Edward Schaefer, em 1913 denominou de insulina (do latim, insula = ilha) a substância produzida pelas "ilhotas de Langerhans" e concluiu que a mesma era capaz de atuar no metabolismo da glicose. No entanto, a existência da insulina só pôde ser confirmada em 1921, por John Macleod, Frederick Banting (meu quase xará) e seu aluno Charles Best. Em cães pancreatectomizdos (pâncreas retirado) foram feitas injeções de extratos pancreáticos de cães saudáveis. Com essa técnica, os cães diabéticos tratados tiveram sua glicemia normalizada. A partir dessa descoberta, esses pesquisadores passaram a produzir, pela primeira vez, um tipo de preparação insulínica para o tratamento de DM. Esses extrato foi, em 1922, injetado em Leonard Thompsom, um garoto de 14 anos, portador de DM severo. Além de tornar-se a primeira pessoa a receber uma injeção de insulina, L. Thompson obeteve melhoras significativas da glicemia, ganhou peso e pôde viver de maneira mais saudável até a idade adulta. Por esse trabalho, F. Banting e J. Macleod receberam, em 1923, o prêmio Nobel de medicina." (Carvalho, 2007)


" Em 1978, a insulina se tornou a primeira proteína humana a ser manufaturada biotecnologicamente, A disponibilidade comercial da insulina, na época denominada Humulin, revolucionou o tratamento do DM no início dos anos 80, substituindo majoritariamente o tratamento do DM com insulina animal por insulina recombinante. Com o surgimento da insulina recombinante, a sobrevida de pacientes diabéticos tornou-se significativamente maior, possibilitanto diagnosticar nessas pessoas, uma série de doenças que acometiam principalmente o coração, rins, olhos, nervos e os vasos sangüíneos. Sugeriu-se então que a terapia com insulina não era capaz de evitar o aparecimento dessas complicações, as quais estariam provavelmente relacionadas aos níveis glicêmicos alterados nos pacientes diabéticos. Com isso, a busca por métodos terapêuticos mais eficazes no controle da glicemia tornou-se o grande desafio." (ITR, 2008).



Esses trechos foram extraídos de um mini curso que eu fiz no Portal Educação, que é um website bastante renomado nos cursos à distância.

Bom espero que tenham gostado do post, qualquer dúvida é só deixar um comentário!

Abraços e Saudações Biomédicas!


6 comentários:

Anônimo disse...

Frederico, não sei se ainda tem este blog, me interessei pois tenho diadete lada, por conisncidência descobri da mesma forma que sua mãe.
Não tem sido fácil me adaptar, me trato há 3 anos e só agora é que estou mais estável.Participo de um grupo de diabético na rede pública e assim vamos levando. Gostaria de manter contato porque muitas vezes os médicos não respondem ou não saciam nossas ansiedades, nossas dúvidas. Meu marido não acredita na diabete lada, para ele somente tipo 1 ou 2, ele acha que posso reduzir a quantidade de insulina que tomo hoje que são de 4x ao dia para apenas uma. Sou mais conformada que ele e sei que não bem assim. Gostaria de pedir mais informação sobre o assunto e quais as alternativas.
Bia

Frederico Ribeiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Frederico Ribeiro disse...

Olá Bia!

Olha, primeiramente quero te falar que participar de um grupo de diabéticos é algo sensacional! Aqui onde moro não existe um, e minha mãe se sente bastante sozinha às vezes!

Com relação ao diabetes LADA, já é algo bastante consolidado na área científica. Tenho um artigo recente feito por brasileiros que explicam os mecanismos e como ele se diferencia e se assemelha do diabetes tipo 1. Se quiser me passar seu email, posso enviar o artigo pra vcs!

E com relação às doses de insulina, apesar de não ser médico, acredito que tomar 1 dose por dia seja praticamente impossível, ainda mais para um diabético do tipo 1. Uma coisa que vc poderia explicar para o seu marido é que a insulina não é um vilão e sim um grande aliado. É por causa dela que vc consegue diminuir seus níveis de açúcar no sangue ter uma vida normal.

Por fim, com relação a alternativas... No momento, infelizmente não existe nada em definitivo para a cura da doença. Porém existe uma droga que está sendo testada em humanos que promete reverter o diabetes tipo 1. É a nossa grande esperança da atualidade!

Abraços e tudo de bom, Bia

Anônimo disse...

Olá, poderia enviar-me o artigo sobre LADA? Grata, e.mariaaparecida@yahoo.com.br

Erica disse...

bom dia, podes me mandar artigo sobre Lada?


ericap@unesc.net

muito grata,

Érica

Joyce Hillary disse...

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