Diabetes Tipo 2

on quinta-feira, 27 de novembro de 2008

" Em muitos aspectos, o diabete melito tipo 2 (DM2) é uma doença totalmente distinta do DM1. É uma condição muito mais comum, responsável por mais de 90% dos casos de diabete em todo mundo. Normalmente, os marcadores auto-imunológicos do diabete tipo 1 estão ausentes. Embora a relativa deificiência das células beta esteja, por definição, presente em todos os indivíduos com DM2, a maioria das alterações é caracterizada pela resistência à insulina detectada no nível do músculo esquelético, tecido adiposo e fígado. A resistência insulínica no primeiro nível resulta na diminuição da distribuição da glicose periférica, enquanto no último, no aumento da produção hepática de glicose. Diferentemente do DM1, o histórico familiar é comum, embora o padrão hereditário dessa doença seja complexo e passível de ser poligênico.

Em muitas pessoas, a história natural de DM2 começa com um período de resistência insulínica com contínua secreção de insulina pancreática, na verdade elevada, assim como a insensibilidade à ação da insulina nos tecidos periféricos é superada pela hiperinsulemia. Como resultado, as concentrações da glicose plasmática permanecem relativamente normais. No entanto, à medida que a doença evolui, a função das células das ilhotas pancreáticas diminui e não há mais condições de satisfazer as demandas periféricas. Como resultado, os níveis de insulina não se adaptam às exigências e instala-se a hiperglicemia".


Trecho extraído do livro "Diabete Melito: Manual de cuidados essenciais" p. 19

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